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O_lado_sombrio_da_tecnologia (page 1 of 3)

 

 

 

 

Li nas páginas amarelas da Veja de 9/1/13 uma entrevista com Susan Greenfield, renomada pesquisadora inglesa sobre os efeitos da tecnologia na mente humana.

Ela alerta para o fato de que, em excesso, estímulos da era digital – internet, redes sociais, msgs de texto, videogames e afins – provocam riscos para o cérebro, em particular de crianças.

Imersas no mundo virtual, passando horas a fio na frente de telas – TVs, smartphones, tablets, jogos portáteis, notebooks – em mundo virtuais formados por redes sociais, suas (nossas !) mentes estão sempre em estado de prontidão para responder rapidamente a um email ou msg de bate papo. Tal disponibilidade instantânea para os apelos digitais interativos, dominada pelo sentidos e não pela cognição, deixa a mente em estado semelhante ao provocado pelo Alzheimer ou mesmo pelo autismo.

Quem tem filho pequeno e vê o efeito das Galinhas Pintadinhas sabe do que ela está falando. Se por um lado é uma bênção para os pais (por calar e prender a atenção), por outro lado é fácil imaginar o contraponto … como bem diz a autora:

O cerne do problema é deixar de exercer, por causa da internet, outras atividades essenciais para o desenvolvimento do cérebro e para a manutenção da saúde mental. Passar 5 hs seguidas jogando videogame ou no Facebook pode ser bem estimulante, mas são cinco horas a menos para abraçar alguém, caminhar pela praia, conversar cara a cara com um amigo em um bar ou restaurante.

Crianças se formam subindo em árvores, sentindo o calor da luz solar no rosto, correndo atrás dos amigos em um parque. O perigo é satisfazer-se com um simulacro digital das sensações reais.

Pense na fábula da princesa presa na torre. Existe uma ENORME diferença entre a experiência de ler sobre Rapunzel em um livro e a de participar de um game em que o objetivo é resgatá-la. O livro apresenta à criança a narração plena da história da princesa. A vida dela faz parte de um contexto. Já no game a princesa é apenas um objetivo, não importa nem como ela chegou a ser aprisionada na torre, não se constrói em nenhum momento um vínculo emocional com a personagem, tampouco se discutem as questões éticas de aprisionar alguém ou as virtudes de caráter ou de coração do ato de salvá-la. A única coisa que importa é ganhar o jogo e passar de fase. Parece-me que são duas vias bem distintas.

Reflitam sobre isso antes de gastar dinheiro comprando um videogame pros seus filhos (ou para você), ou deixá-lo, desde criança, perdido e absorto num mundo virtual.

Aqui em casa, videogame não entra e o uso da Internet será restrito e supervisionado, com enfoque em leituras e materiais educativos.

E, com três cachorrinhas, a atividade é garantida. 🙂

Bjks,

Fábio

Saudade da minha princesinha

Filha,

Desde 4a feira, há 5 dias, vc foi com a mamãe para Redenção para visitar vovó Valda, tia e madrinha Maia e tia Rosa.

Papai não tem palavras para expressar o quanto sente saudades suas. Onde está minha princesinha, aquela verdadeira jóia gorducha, de bochechas rosadas, dormindo como um anjo com os bracinhos esticados para cima ? Ver seu bercinho portátil, que fica ao lado da nossa cama no quarto, é demais para o coração de papai, então resolvi desmontá-lo. Melhor vê-lo guardado, do que notá-lo vazio, sem ter você rolando de um lado pro outro, e fazendo abdominais sempre que alguém passa por perto, para enxergar o que está  acontecendo.

De manhã, ao acordar, cadê aquela danadinha que me dá bom dia com um sorriso banguela capaz de encher o coração de alegria ? Qualquer brincadeira do papai, um faz-de conta que vai mordê-la, um cheiro no cangote, um barulho com a boca, um sorriso e uma piscada, são aos seus olhinhos a coisa mais divertida que já existiu na face da terra.

Após trocar sua frauda, já que mamãe está podre por ter acordado várias vezes para amamentá-la durante a noite, começa a fase mais divertida da brincadeira. Com você já totalmente desperta,  começa uma procissão de brincadeiras, seja da girafinha Sosô, da chupeta com seu carneirinho branco e correntes de puxar. E quando papai, deitado, te levanta lá no alto, para baixá-la até que seu rosto toque o dele, em meio a risadas deliciosas, em que você não perde a chance de dar uma mordida, às vezes lambida, no narigão dele.

Não raro, é ele quem cai no sono depois de tanta brincadeira. Você não desiste, e ainda fica ali a brincar, meio emburrada, tentando entender porquê papai parou de brincar logo na hora em que a diversão havia apenas começado … :-).

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Vendo esta foto, papai se dá conta do quanto você está parecida com ele. O mesmo nariz de batata, o queixinho, os olhinhos, a boca …

Ah, filha, quando tiveres os seus, poderá entender o quanto você – sua risada, sua presença, seu cheirinho, suas lambidas –  é uma dádiva divina, e o quanto não se consegue mais imaginar a vida sem estar ao seu lado.

Não vejo a hora de reencontrá-la em Goiânia, junto com a priminha Clara, vovó Fátima e o vovôzinho.

Te amo, e sinto enormemente sua falta.

Do papai chorão saudoso,

Fábio

Total Baby

Filha,

Registrar todos os números que cercam o seu cotidiano é um desafio hercúleo.

A pediatra faz inúmeras perguntas básicas, tais como qtdade de fraldas (cocô e xixi), qtdade e tempo de mamadas, duração do sono, etc … 🙂  Papai e mamãe não têm conseguido nem dormir direito, qto mais se lembrar da qtdade de fraldas na última semana. A única resposta que tenho é para a pergunta sobre “Quantas horas eu tenho conseguido dormir por noite ?”. Resposta: não mais do que 3 horas contínuas 🙂

Para ter informação confiável sempre à mão, e evitar ficar anotando em rascunhos de papel, nada como uma solução típica de pai geek: um aplicativo pro iPhone. Como já dizia Steve Jobs, “there is an app for that”.

Depois de alguma pesquisa, escolhi o Total Baby, um fantástico aplicativo para iPhone e iPad que permite registrarmos de forma fácil e intuitiva os principais eventos relacionados ao seu cotidiano. Agora, basta clicar em um botão ao começo (Esquerdo ou Direito) ou final (Stop) de cada mamada, quando uma fralda é troca (xixi, cocô ou ambos !) e/ou quando você acorda ou cai no sono como um anjinho.

O aplicativo possui ícones grandes (mamadeira, fralda, sono), o que facilita bastante o seu uso, principalmente de madrugada e com pouca luz no quarto. Há também alarmes automáticos inteligentes, configuráveis e relacionados a eventos: o meu preferido é o alarme automático a cada 3 horas após o final de uma mamada, para garantir que não esqueçamos (ou apaguemos mortos de sono) e vc não seja amamentada … Bem, isso se o seu berro já não fosse suficiente para acordar o quarteirão ! :-).

O aplicativo permite também seu uso em mais de um dispositivo, com sincronização sem fio via Wifi, de modo que papai e mamãe podem utilizar seus respectivos iPhones, sem perder nenhuma informação. Por fim, ele gera gráficos e relatórios diários, semanais e mensais, permitindo que acompanhemos a evolução do seu sono, mamadas, mijadas e cagadas.

Veja abaixo algumas telas com dados reais do seu cotidiano:

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Qdo crescer, vc poderá visualizar os relatórios e, principalmente, agradecer sua mãe por te amamentar A CADA 3 HORAS, inclusive ao longo da noite !!

Papai e mamãe te amam.

Fábio e Geri

Pelo futebol arte

 

 

E surpreendentemente, após finalmente encontrar um maior padrão de jogo para a Seleção e vencer a Argentina no Superclássico das Américas, Mano é abruptamente demitido por José Maria Marin.

Naturalmente, a derrota nas Olimpíadas e a falta de consistência pesaram, mas a razão da demissão obviamente não é de ordem técnica. Mano tem seus defeitos, em particular a frieza, o excesso de meta-frases, convocações duvidosas (Hulk ?) e uma vinculação com o Corínthians, não exatamente uma unanimidade nacional.

A web está repleta de informações sobre a demissão, mas falta exatamente o essencial – o porquê, a justificativa, o racional, o critério. A entrevista de Andrés Sanchez para explicar a demissão é um exemplo bem acabado de evasivas e falta de conteúdo. “O presidente deseja novo planejamento, métodos e critérios”. Quais métodos e critérios, cara pálida ? E, se você, que é Diretor de Seleções, não concorda, pq. fica sentado na cadeira ? Para “respeitar a hierarquia”? Agora a CBF virou exército ?

Parece-me que o motivo é claramente político: Marin deseja dar uma demonstração de força para diminuir e enquadrar exatamente o próprio Andrés Sanchez, natural postulante ao cargo de presidente da CBF, e que tem forte ligação com o treinador, a quem recrutou enqto presidente do Corinthians.

Virada a página, resta olhar pra frente. E para cima. E lembrar que Seleção Brasileira é paixão nacional, e um dos poucos ícones no país em que TODO MUNDO projeta valores de primeiro mundo: qualidade, competência, resultados, futebol arte, vitórias, seriedade, superação, entrega, comprometimento, espetáculo. Se o dia a dia do restante do país – no trabalho, na política, na moralidade pública – fosse assim, já seríamos há muito um país de Primeiro mundo.

E é exatamente por isso que, POR FAVOR, não me venham com nomes como Luiz Felipe Scolari. Nada contra o técnico, campeão mundial em 2002, mas o Brasil precisa almejar no Futebol o melhor, o excepcional, o utópico, o sinônimo de vencedor e de profissional de futebol arte e de resultados. Que esteja  acima da própria mesquinharia política caseira da CBF.

E, convenhamos, só existe hoje um nome no Mundo que reflita estas características: Pep Guardiola.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ele que inclusive já sinalizou seu interesse e disponibilidade para assumir a Seleção canarinho imediatamente, conforme notícia do editor do Lancenet.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fica aqui o meu voto público.

Vem, Pep, e traga para a seleção o trabalho invejável que vc fez no Barcelona, para coroar ainda mais sua carreira vitoriosa, e incendiar este país em 2014.

 

 

 

 

 

Palmeiras rebaixado

 

 

 

 

 

E o Palmeiras caiu para a 2a divisão do Campeonato Paulista …

Depois de meses agonizando após ganhar a Copa do Brasil, o Palmeiras caiu. E não demorou nada para já começarem as gozações.

Por incrível que pareça, o próprio Presidente não ajudou ao ir para a praia, no dia seguinte ao empate com Flamengo, para desestressar. Obviamente, a vaca (ou melhor, o porco …) já tinha ido pro brejo, mas alguém com tamanha falta de sensibilidade não pode ter capacidade para presidir um time grande.

 

 

 

 

 

 

 

E, como toda zoação digna de nome, não demoroua pintar a melhor delas: o vídeo do Hitler sendo informado do rebaixamento.

Simplesmente sensacional 🙂

Chora, porcada !!

De prender o fôlego …

Algumas mulheres literalmente me fazer perder o fôlego !

E não só pela beleza (atributo que herdou do pai), mas também por prenderem meu nariz 🙂

Felicidade

Agora tem um nome, um rosto, um cheiro característico, milhões de dobrinhas, uma boca banguela com um dentinho saltando, uma gargalhada contagiante.

Uma mãe maravilhosa.

Um pai apaixonado.

Um novo desafio

Os 2 anos do MBA na Califórnia possibilitaram uma valiosa pausa na minha trajetória profissional.

Em âmbito pessoal, pude combinar um valioso período sabático, vivenciar intensamente um novo país, cultura e idioma, fazer novos e valiosos amigos e, acima de tudo, encomendar minha linda princesa Julie.

Em termos de carreira, pude vivenciar a empreendedorismo pulsante do Vale do Silício, que conjuga venture capital, tecnologia e todo um ecosistema de auxílio a empreendedores, como incubadoras, meetups, business plan competitions e diversos pesos-pesados tais como Google, Facebook, Twitter e tantos outros. No MBA em si, pude aprender de fato, na teoria e em valiosos discussões práticas de business cases, conceitos fundamentais de negócios, relacionados a Estratégia, Marketing, Finanças, Gestão de Produtos, Venture Capital, dentre tantos outros.

Ao final destes 2 anos, a transição do MBA para o mercado de trabalho abriu um vasto leque de oportunidades, em função do meu perfil: formação em Eng. da Computação, empreendedor com experiência prática, nativo do Brasil, um dos mercados mais visados para expansão internacional. Embora tivesse inúmeras oportunidades para lançar uma startup, me juntar a uma existente, atuar em Biz Dev para empresas visando se estabelecer no país ou mesmo ingressar nas líderes da Vale do Silício, pude notar que o maior desafio estava em aplicar na prática a experiência de MBA, em particular Estratégia & Inovação, a uma corporação existente.

O maior desafio está em se reinventar, fazer com que Estratégia deixe de ser um termo vago, abstrato, e possa permear e fundamentar iniciativas de negócio concretas, gerando resultados, explorando oportunidades e iluminando o caminho à frente. Foi por isso que me empolguei quando fui contatado pelo Jacques Benain, CEO da Trópico, empresa do Grupo Promon, em busca de um líder para a gestão de  inteligência de mercado e estratégia.

A Trópico é uma joint venture da Promon, com o CPqD e a Cisco, e tem atuado na vanguarda tecnológica de redes de nova geração, convergência de voz e dados, controle de chamadas e plataformas de serviços VoIP. A empresa tem se reinventado e crescido na onda da universalização das metas de telefonia fixa, e mais recentemente com a modernização das redes e serviços móveis, em particular com a portabilidade e a adição do dígito 9 nos números de telefones móveis em SP. Muito além do mercado de Telecom, os mesmos skills e recursos têm permitido à empresa entrar no mercado de TI, com projetos envolvendo plataformas de atendimento e reconhecimento de voz, business intelligence e mobilidade corporativa, em particular com processamento de grande volumes de dados (“Big Data”).

Eu já conhecia o Jacques, que desenvolveu um excelente trabalho quando na Claro e com quem pude trocar experiências antes da minha ida ao MBA, já que ele é alumni Harvard. Pude também interagir com o restante do time de negócios, aprendendo mais sobre as necessidades, oportunidades e desafios da empresa, e enxergando exatamente onde posso colaborar de forma efetiva.

2 anos após sair para o MBA, estou empolgado ante a perspectiva de voltar ao Brasil, a Campinas !, rever  velhos amigos e voltar a atuar em TI & Telecom, conjugando Estratégia, Pesquisa de Mercado, Desenvolvimento de Negócios, Inovação e, acima de tudo, VENDAS!

Vejo vocês todos em Campinas em Agosto !

Abs,

Fábio

Ser seu amigo …

Uma vez ou outra, alguém manda um email com uma mensagem, vídeo, imagem(ns) que toca(m) fundo.

Em geral, tal conteúdo já estava disponível nos anais do Youtube, mas – inédito para quem não o conhecia, mas sempre  atual – e faz  valer a pena o restante da enorme quantidade de lixo que se recebe por email.

O tempo e a distância são como filtros da vida real para purificar as verdadeiras – eternas, desinteressadas, fidedignas, fraternas e humanas – amizades. Meus 2 anos de MBA na longínqua Califórnia fizeram exatamente isso.

Afora os familiares, que têm um lugar à parte na nossa vida e no nosso coração, sobram os amigos. Ah … os amigos, e as amigas ! Aqueles/as que você conta no dedo, de UMA, apenas uma !, das mãos. Se tiver que usar mais de uma mão, repense e conte novamente.

Chame-os de chegado, companheiro, camarada, conhecido, queridão, fera !, chapa, sócio, parceiro, chefe, colega … chame do que quiser, mas não se esqueça de saber diferenciar – ainda que só para você mesmo, intimamente – quais são os/as verdadeiros amigos/as.

Aqueles para quem vc ligaria só para chorar qdo souber que alguém muito querido morreu. Ou para dar em primeira mão uma boa notícia, como saber que vai ser pai ou que está de volta ao país depois de uma temporada no exterior.

E, quando uma dia receber uma ligação ou visita assim, saberá que figura numa lista seletíssima dos verdadeiros amigos.

Eu, qdo morrer, espero que meus amigos (re)leiam e (re)vejam o vídeo do imortal Vinícius de Moraes, na voz e interpretação do maravilhoso Rolando Boldrin.

Ore para que nós dois vivamos como quem sabe que vai morrer um dia

E que morramos como quem soube viver direito

A amizade só faz sentido se traz o céu para mais perto da gente.

E se inaugura aqui mesmo o seu começo.

E espero, assim, ter sido, continuar sendo e no futuro ser lembrado por ser “o seu amigo“,

Fábio

Alguns episódios pessoais recentes me puseram a refletir sobre a arte de saber desistir.

Muito se fala sobre a importância de insistir, persistir, brigar, arregaçar as mangas, ir a fundo, até a última gota de suor,  blá blá blá … Em geral, este tipo de pensamento de auto-ajuda está voltado a negócio, carreira, empreendedorismo e afins.

Mas muito pouco se fala sobre a sabedoria inerente na desistência seletiva, em particular em âmbito pessoal. Eu explico.

Pessoas são seres de hábitos, que se arraigam ainda mais com o passar dos tempos. Qdo se é criança, é relativamente fácil não apenas educar – tira o dedo do nariz, não cuspa no chão, peça bênção, diga obrigado e por favor – mas também e principalmente mudar hábitos.

Com o tempo, alguns hábitos, pensamentos e pré-conceitos se imiscuem tão profundamente que passam a se confundir com o próprio jeito de ser de certas pessoas. Isso não é inerentemente ruim, ou bom, mas apenas uma constatação da realidade.

O bicho pega quando esta problemática sai da esfera pessoal para a das relações humanas, familiares e de amizade. Brigas, dores e sofrimentos são o resultado de embates de pensamentos, hábitos e desgastes cotidianos, em particular qdo 2 pessoas não conseguem estabelecer um diálogo franco e aberto sobre estes pequenos conflitos.

Mais, ainda, quando uma delas não aprende o essencial, ponto central desta minha reflexão: saber desistir. Não me refiro a sair da relação, chutar o balde, tornar o amigo um inimigo, romper laços por completo.

Eu me refiro a evitar os pequenos embates cotidianos que em nada – NADA – contribuem para engrandecer o relacionamento, ou a uma das pessoas. E que, em geral, quando analisados friamente e em perspectiva, não fazem a menor diferença no grande esquema das coisas.

Exemplos abundam – a tampa da pasta de dente aberta, o prolixismo nos emails, a  hipocondria atávica, o negativismo doentio, a falta de diálogo, a insistência em discussões sobre temas que não levam a lugar algum.

Isso em geral é mais comum em pessoas idosas – já vergadas pelo tempo, é pouco provável que o benefício da mudança (se atingida) irá compensar o esforço desprendido ao longo do processo.

A arte está em saber quando, como e, principalente, se vale a pena simplesmente desistir. Não por completo, mas em diferentes dimensões : relevar, ignorar, fechar os olhos, mudar de assunto, evitar, acostumar-se, enfim … com o tempo dá até para se divertir com os hábitos, manias e trejeitos.

Em outros casos, o sábio é saber isolar. Evitar se deixar atingir por pensamentos, ações e intenções negativas de outrém. Isso é mais comum em “amizades”, particularmente quando se faz algo de peito aberto, desinteressado, e o resultado é inesperado, frio, agressivo e por vezes irracional.

Nestes casos, é preciso saber discernir o quanto vale a pena discutir, insistir, explicar, se desgastar, para tentar mudar uma percepção, um pré-conceito. Ou o quanto simplesmente vale a pena desistir, riscar da cabeça e do coração, deleter da Agenda de Contatos, bloquear no Skype, fazer cara de pôker, seguir em frente.

Tenho apreciado cada vez mais a economia de energia advinda da desistência seletiva quanto a certos embates, em particular aqueles nos quais o resultado final é sabido a despeito da batalha: o pré-conceito arraigado, a continuidade da prática levemente nefasta, a desimportância da mudança de convicções.

A experiência está em saber escolher as batalhas. Ou, em outras palavras, em saber quando, de quem, como e porquê desistir de certas guerras.

Fábio, em ritmo filosófico