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Archive for the ‘Julie’ Category

Há algum tempo não chorava ao ler um texto.

Pelo menos que eu me lembre. De cabeça, me lembro de ter chorado de raiva, de saudade, de dor … mas depois de ter nossa pequena Julie, acho que fiquei mais sensível, emotivo, enfim, humano.

Hoje, perambulando pelo Facebook, me dei conta deste post, que prendeu minha atenção logo ao ler a 1a frase: “Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

Quem está lendo é capaz de estabelecer a empatia: como sequer se começa a responder uma pergunta destas ? Como explicar o inexplicável ? Como descrever o turbilhão de sensações de se ter um filho/a ? Como aconselhar qq. coisa neste sentido, ainda mais sendo avó ? Dá pra ser isenta, neutra, equidistante ? Dizer que não é simplesmente “brincar de boneca” ?

Só mesmo quem teve para sentir que valeu a pena viver até aqui para, como diz o texto, presenciar uma “gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

Se vc pensa em ter, já teve, ou mesmo não sabe como seria se tivesse, não deixe de ler.

Bjks,

Fábio

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Foto

Nós estamos sentadas, almoçando, quando minha filha casualmente menciona que ela e seu marido estão pensando em “começar uma família”.

— Nós estamos fazendo uma pesquisa — ela diz, meio de brincadeira. — Você acha que eu deveria ter um bebê?

— Vai mudar a sua vida — eu digo, cuidadosamente, mantendo meu tom neutro.

— Eu sei — ela diz. — Nada de dormir até tarde n
os finais de semana, nada de férias espontâneas…

Mas não foi nada disso que eu quis dizer. Eu olho para a minha filha tentando decidir o que dizer a ela. Eu quero que ela saiba o que ela nunca vai aprender no curso de casais grávidos. Eu quero lhe dizer que as feridas físicas de dar à luz irão se curar, mas que tornar-se mãe deixará uma ferida emocional tão exposta que ela estará para sempre vulnerável.

Eu penso em alertá-la que ela nunca mais vai ler um jornal sem se perguntar: “E se tivesse sido o MEU filho?”; que cada acidente de avião, cada incêndio irá lhe assombrar; que quando ela vir fotos de crianças morrendo de fome, ela se perguntará se algo poderia ser pior do que ver seu filho morrer.

Olho para suas unhas com a manicure impecável, seu terno estiloso e penso que não importa o quão sofisticada ela seja, tornar-se mãe irá reduzi-la ao nível primitivo da ursa que protege seu filhote; que um grito urgente de “Mãe!” fará com que ela derrube um suflê na sua melhor louça sem hesitar nem por um instante.

Eu sinto que deveria avisá-la que não importa quantos anos investiu em sua carreira, ela será arrancada dos trilhos profissionais pela maternidade. Ela pode conseguir uma escolinha, mas um belo dia entrará numa importante reunião de negócios e pensará no cheiro do seu bebê. Ela vai ter que usar cada milímetro de sua disciplina para evitar sair correndo para casa, apenas para ter certeza de que o seu bebê está bem.

Eu quero que a minha filha saiba que decisões do dia a dia não mais serão rotina; que a decisão de um menino de 5 anos de ir ao banheiro masculino, ao invés do feminino, no McDonald’s, se tornará um enorme dilema; que ali mesmo, em meio às bandejas barulhentas e crianças gritando, questões de independência e gênero serão pensadas contra a possibilidade de que um molestador de crianças possa estar observando no banheiro.

Não importa o quão assertiva ela seja no escritório, se questionará constantemente como mãe.

Olhando para minha atraente filha, eu quero assegurá-la de que o peso da gravidez ela perderá eventualmente, mas que jamais se sentirá a mesma sobre si mesma; que a vida dela, hoje tão importante, será de menor valor quando ela tiver um filho; que ela a daria num segundo para salvar sua cria — mas que também começará a desejar mais anos de vida, não para realizar seus próprios sonhos, mas para ver seus filhos realizarem os deles.

Eu quero que ela saiba que a cicatriz de uma cesárea ou estrias, se tornarão medalhas de honra.

O relacionamento de minha filha com seu marido irá mudar, mas não da forma como ela pensa. Eu queria que ela entendesse o quanto mais se pode amar um homem que tem cuidado ao passar pomadinhas num bebê ou que nunca hesita em brincar com seu filho. Eu acho que ela deveria saber que ela se apaixonará por ele novamente por razões que hoje ela acharia nada românticas.

Eu gostaria que minha filha pudesse perceber a conexão que ela sentirá com as mulheres que, através da história, tentaram acabar com as guerras, o preconceito e com os motoristas bêbados.

Eu espero que ela possa entender por que eu posso pensar racionalmente sobre a maioria das coisas, mas que me torno temporariamente insana quando discuto a ameaça da guerra nuclear para o futuro dos meus filhos.

Eu quero descrever para minha filha a enorme emoção de ver seu filho aprender a andar de bicicleta. Quero mostrar a ela a gargalhada gostosa de um bebê que está tocando o pelo macio de um cachorro ou gato pela primeira vez. Quero que ela prove a alegria que, de tão real, chega a doer.

O olhar de estranheza da minha filha me faz perceber que tenho lágrimas nos olhos.

— Você jamais se arrependerá — digo finalmente. Então estico minha mão sobre a mesa, aperto-lhe a mão e faço uma prece silenciosa por ela e por mim e por todas as mulheres meramente mortais que encontraram em seu caminho esse que é o mais maravilhoso dos chamados; esse presente abençoado de Deus, que é ser mãe.

Autor Desconhecido

 

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Ai, quantas saudades !!

Risonha

Filha querida,

Papai está em NYC há 1 semana para um curso sobre empreendedorismo.

Longe de você, 7 dias parece 7 anos. Cadê aquele toquinho andante e risonho que abria um sorriso de iluminar a sala e vinha correndo pros meus braços toda vez que chego em casa do trabalho ?

A saudade é tão grande que dói de verdade. Maravilhas da tecnologia moderna- Skype, Facetime, Hangouts – me permitem ver seu rostinho, mas não pegar você no colo, cheirar seu cangota, morder suas bochechonas, trocar suas fraldas e ouvir bem de perto o “Papaaaai !” que vc grita.

Mamãe me diz que, por vezes, você pára na frente do notebook no escritório, e me chama. Na sua cabecinha, “papai estava visível e falante naquela tela ali e agora ela está preta. Deixe-me gritar para ver se ele aparece … PAPAAAAAAAI”. 🙂

Papai fica com o coração cortado só de ouvir isso. Qdo ele voltar para Campinas, vamos tirar todo o tempo perdido – brincar de boneca, passear no Taquaral, ouvir Patati & Patatá, correr atrás das cachorrinhas, passear no parquinho.E desfazer a mala com a multitude de presentes, roupinhas e todo o inventário da Amazon que mamãe me pediu para comprar. Ainda bem a cota de bagagem inclui uma mala de mão, pq. apenas 2 malas de 32 kg não seriam suficientes.

Papai te ama demais, e morre de saudades da minha princesinha.

Fábio

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Dia dos Pais !

Dia dos Pais

Filha,

Hoje, Dia dos Pais, acordei com o maior presente que qualquer pai do mundo poderia querer : o seu sorrisinho maroto, olhinhos apertados, cara de sono e cabelo amarfanhado.

Por coincidência, bem neste dia dos Pais você já está cada vez mais faladeira, e evoluiu seu vocabulário, antes restrito a “Mamã“ (que engloba mamãe e quero mamar !). Agora vc anda (ou ainda, corre !) pela casa e, entre outras palavras ininteligíveis, solta um “Papai !” que quase me derrete o coração.

Nessas horas, papai tem que se controlar para não te machucar ao te apertar tão forte, mordiscar suas bochechas rosadas e te cobrir de beijos. Por falar em beijos, você já imita o que todos fazem contigo: de repente, sem mais nem menos, vc se achega e lasca um beijo molhado – na bochecha, no nariz, nas costas, nas cachorrinhas, em tudo que lhe pareça merecedor 🙂

Pela manhã, mamãe preparou uma surpresa: um super café da manhã diet, cheio de frutas e coisas light, com o seu Presente de Dia dos Pais : um mousepad com a sua fotinha e a almofadinha de “Eu te Amo”. Papai adorou e agora vai poder ver sua carinha fofa a cada vez que pegar o mouse : isso porquê não é suficiente vê-la a cada vez que desbloqueia o iPhone e o iPad 🙂

E eu, Pai, me lembrei também neste dia de meu pai, seu vovôzinho, que me ensinou desde cedo o significado do amor de Pai. Que eu possa ser para você tão completo e amoroso quanto seu avô foi para com o seu pai.

Te amo, filha.

Te amamos, pai. Feliz dia dos Pais, e dos Avôs.

Fábio

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Ciúmes pra quê ?

Filha,

Um amiga querida, Mirian Kanashiro, me mandou esta charge, que parece ter sido desenhada sob medida para retratá-la. Até o cabelo todo desgrenhado se parece com o  seu !

Isso se aparentemente tal situação não fosse verdade para tantas outras crianças :-). Ela também tem um filhota linda, chamada Mayumi, que pelo visto é tão grudada nela, qto vc é em mamãe.

Tem Papai te ama !

Fábio

ciumes

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Querida Julie

photo (10)

Atenção para o detalhe amarelo no body branco 🙂

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Filha,

Meu primeiro post para vc fez tanto sucesso que venho amadurecendo a idéia de escrever-lhe frequentemente, recorrentemente, diariamente, apaixonadamente.

Hoje tive a absoluta certeza disso apos assistir o vídeo promocional do Google Chrome, que mostra um pai apaixonado escrevendo, filmando, postando fotos e registrando intensos momentos com a filha.

Nao deixe(m) de assistir … só certifique(m)-se antes de ter um lenço por perto, pq. não há como não se emocionar:

 

 

Pois bem, depois desse video não dá para não escrever para você.

Não que não saiba o quanto papai te ama: ainda que não fale, demonstra isso a cada sorriso banguela, a cada cheirada no cangote, a cada olharzinho de quem está descobrindo o mundo e se apaixonando por aquele homem que chega em casa todo final de tarde.

Mas é que papai te ama tanto que não basta só te contar: é  preciso gritar, mostrar para todos, publicar e compartilhar o quanto você, simplesmente por existir, tornou nossa vida – minha, de mamãe, vovós  e vovôzinho, e de todos que a cercam – impensavelmente intensa, cheia de amor, dotada de um significado especial. Difícil de entender para quem nunca teve filhos, e tão fácil de sentir para quem já é pai e mãe.

Atualmente, compartilhamos vídeos e fotos seus via email com o restante da família. Até criamos um perfil seu no Facebook, e ainda estamos discutindo como (e se) usa-lo antes que vc mesmo esteja grandinha para fazê-lo por conta (e risco :-)) própria (os). Mamãe também posta fotos suas no Facebook dela, e cada post vira sucesso instantâneo, com inúmeros Likes e comentários da rede de amigos.

Papai tem sido mais comedido, por motivos diversos. Falta tempo, sobram aversão a redes sociais e dúvidas sobre o que vc vai pensar qdo grandinha por eventualmente ter sua imagem exposta de uma forma que talvez vc mesmo não fizesse.

Mas, acima de tudo, há rejeição minha à superficialidade de um simples post no Facebook, de uma simples imagem bonitinha. De só compartilhar uma imagem/vídeo e 140 caracteres, qdo na verdade cada foto, cada momento, tem por trás toda uma história, uma reflexão, uma paixão …

Por isso, decidi usar o blog. Aqui, mais do que mostrá-la pro mundo, papai pode se dirigir a vc, escancarar seus sentimentos, registrar suas histórias, tentar expressar em palavras tamanha felicidade por vc existir. Celebrar cada minúscula conquista sua ao descobrir o mundo ao nosso lado.

Quem sabe esta nova linha de posts, falando não apenas sobre, mas para você, não ganhe guest posts (post de convidados) diversos ? Certamente, mamãe, vovó Fátima e, mais do que ninguém, vovôzinho Luiz (que tem o dom da escrita, vc aprenderá em breve) terão muito a contribuir com esta história, e estão desde já convidados a participar da conversa e se dirigir a você.

Acima de tudo, espero que amanhã, grandinha, vc possa ler, se orgulhar e se emocionar com cada uma destas mal-traçadas  linhas, compartilhando-as com seus seus filhos/as, meus netos/as.

E que possa relembrar, pela leitura, o que sente a cada beijo, e o que ouve a cada conversa, à qual não entende, mas que pelos seus olhinhos sei que  já compreende : o quanto papai a ama.

Do seu pai,

Fábio Póvoa

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En – gatinha – ndo !

Julie no tablado de engatinhar

Julie no tablado de engatinhar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Minha querida Julie,

Você cresce a olhos vistos ! A cada dia, uma novidade: um trejeito, um som, uma brincadeira, uma surpresa diferente.

Agora você aprendeu a engatinhar !

Já consegue se apoiar de joelhos (papai ia falar ficar de quatro, mas isso não é posição de uma senhorita prendada !). Mamãe te veste com um macacãozinho com plástico no pé, que dá um maior atrito com o chão e lá vai você, toda faceira pela casa, desbravando um universo de quartos, banheiros, cozinha, corredores, sala …

Imagino como tudo deve te parecer tão grande, alto, inalcançável aos seus bracinhos pequeninos. Bem … nem tudo: os fios eléctricos estão ao seu alcance!! E, mais interessante ainda, as tomadas elétricas vêm com dois buraquinhos supermisteriosos, nos quais vc já tenta enfiar os dedinhos para ver o que tem dentro. Papai já comprou protetores de tomada (no formato de carneirinhos !) para evitar os choques. Você, que já é toda elétrica por natureza.

Além de engatinhar pela casa, você ganhou agora um tablado de espumas no seu quartinho ! Multicolorido e macio, ele parece um palco para você performar.

Mamãe me contou que, ao chegar do trabalho hoje, você soltava gritos de felicidade como quem diz: “Mamãe, veja meu rinque de ‘engatinhamento'” :-).

Papai e mamãe não vêem a hora em que você vai, de repente, se levantar e dar os seus primeiros passinhos.

E, então, nosso cotidiano deixará de ser “ficar” com a Julie, para correr atrás dela pela casa 🙂

Te amamos, filha.

Papai e mamãe

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Saudade da minha princesinha

Filha,

Desde 4a feira, há 5 dias, vc foi com a mamãe para Redenção para visitar vovó Valda, tia e madrinha Maia e tia Rosa.

Papai não tem palavras para expressar o quanto sente saudades suas. Onde está minha princesinha, aquela verdadeira jóia gorducha, de bochechas rosadas, dormindo como um anjo com os bracinhos esticados para cima ? Ver seu bercinho portátil, que fica ao lado da nossa cama no quarto, é demais para o coração de papai, então resolvi desmontá-lo. Melhor vê-lo guardado, do que notá-lo vazio, sem ter você rolando de um lado pro outro, e fazendo abdominais sempre que alguém passa por perto, para enxergar o que está  acontecendo.

De manhã, ao acordar, cadê aquela danadinha que me dá bom dia com um sorriso banguela capaz de encher o coração de alegria ? Qualquer brincadeira do papai, um faz-de conta que vai mordê-la, um cheiro no cangote, um barulho com a boca, um sorriso e uma piscada, são aos seus olhinhos a coisa mais divertida que já existiu na face da terra.

Após trocar sua frauda, já que mamãe está podre por ter acordado várias vezes para amamentá-la durante a noite, começa a fase mais divertida da brincadeira. Com você já totalmente desperta,  começa uma procissão de brincadeiras, seja da girafinha Sosô, da chupeta com seu carneirinho branco e correntes de puxar. E quando papai, deitado, te levanta lá no alto, para baixá-la até que seu rosto toque o dele, em meio a risadas deliciosas, em que você não perde a chance de dar uma mordida, às vezes lambida, no narigão dele.

Não raro, é ele quem cai no sono depois de tanta brincadeira. Você não desiste, e ainda fica ali a brincar, meio emburrada, tentando entender porquê papai parou de brincar logo na hora em que a diversão havia apenas começado … :-).

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Vendo esta foto, papai se dá conta do quanto você está parecida com ele. O mesmo nariz de batata, o queixinho, os olhinhos, a boca …

Ah, filha, quando tiveres os seus, poderá entender o quanto você – sua risada, sua presença, seu cheirinho, suas lambidas –  é uma dádiva divina, e o quanto não se consegue mais imaginar a vida sem estar ao seu lado.

Não vejo a hora de reencontrá-la em Goiânia, junto com a priminha Clara, vovó Fátima e o vovôzinho.

Te amo, e sinto enormemente sua falta.

Do papai chorão saudoso,

Fábio

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