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Uma longa adolescência

Há muito tempo não lia um texto TÃO bom.

Recebi o link para este artigo do Luli Radfahrer numa das newsletters da Fundação Estudar, e arquivei para leitura futura, só realizada agora.

Ele discorre de forma MUITO interessante sobre como o Futuro chegou, ou ainda, está chegando, já que vivemos uma espécia de adolescência deste futuro imaginado.

O parágrafo abaixo é uma pérola sensacional:

Alfabetizados à base de Aplicativos, Bluetooth e Compartilhamento Digital, as crianças que nasceram depois de 2005 são a maior evidência dessa transformação. Bem diferentes de seus pais e irmãos mais velhos, são incapazes de imaginar o mundo desconectado e têm dificuldade em diferenciar Deus do Google. Acima de tudo, não entendem o apego de seus pais a títulos, atitudes, relacionamentos, empregos, instituições e hierarquias que, para eles, não fazem o menor sentido.

Taí mais um que vai entrar pro meu rol restrito de escritores e follows no Twitter.

Espero que tb. gostem do texto.

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Uma longa adolescência

 É incrível como o ambiente se transformou nas últimas décadas. Não é preciso ter cabelos brancos para lembrar da infância como um lugar distante, remoto, caipira. Entre os mais novos é comum a surpresa com a vida pacata de seus pais e avós em comunidades cuja maior rede de comunicação era a fofoca e a realidade mais próxima da Virtual era o Paraíso. Mesmo com eletricidade, TV e telefones, o mundo de 1982 ainda seria compreendido por alguém vindo de 1482.

Não mais. O Futuro, tão anunciado na segunda metade do século passado, parece que finalmente chegou. Presente e imprescindível, ainda que mal-distribuído, ele parece mágica. As inovações cotidianas, de Skype em celulares a chocolates belgas em pleno sertão, são tão rápidas que atordoam. Muitos cultuam Bill Gates, Steve Jobs ou Jeff Bezos, acreditando que a mudança seja invenção deles. Bobagem. Ninguém inventou a confusão, todos são cúmplices.

Alfabetizados à base de Aplicativos, Bluetooth e Compartilhamento Digital, as crianças que nasceram depois de 2005 são a maior evidência dessa transformação. Bem diferentes de seus pais e irmãos mais velhos, são incapazes de imaginar o mundo desconectado e têm dificuldade em diferenciar Deus do Google. Acima de tudo, não entendem o apego de seus pais a títulos, atitudes, relacionamentos, empregos, instituições e hierarquias que, para eles, não fazem o menor sentido.

No mundo que vem por aí não há lugar para absolutos. Tudo se torna cada vez mais relativo, medido por comparações. A ordem foi substituída por um Caos administrado, cheio de variáveis como um videogame. Originais foram trocados por pastiches, o coletivo perdeu importância para o personalizado, a contenção deu lugar ao hedonismo e o comportamento passivo e coletivo parece ter sido substituído por uma postura ativa, egocêntrica, insolente. O mundo offline está cada vez mais parecido com seu equivalente online. A vida continua a imitar a arte.

Sem alarde, a sociedade estática se tornou dinâmica, sujeitando praticamente todas as regras à experimentação. Não existe mais coisa de homem, de mulher, de criança ou de velho. A sexualidade se tornou apenas uma dentre as várias manifestações de uma identidade maleável, que se adapta a cada ocasião. As antigas correntes de pensamento foram combinadas em um ecletismo transmídia, em que hipsters meio intelectuais fazem Yoga em sessões de Pilates, assistem a Missa do Galo, se vestem de branco e atiram flores para Iemanjá.

Não há mais espaço para rótulos ou categorias. Blogs, Twitter, Facebook, YouTube e tantos outros não são revoluções: são a válvula de escape daqueles que, pela primeira vez, passaram a ter voz e influência. A Primavera Árabe e a ocupação de Wall Street mostram que há interesse em participação política, mas não da velha forma. Hoje que Direita e Esquerda fazem parte de um Centrão insosso e desinteressante, a manifestação social mudou de forma.

A Internet e o Celular aceleraram a transformação, ao eliminarem a crença no “amanhã” e colocarem todos em um presente contínuo, hermético, controlado por processos cada vez mais complicados, em que tudo parece mais próximo e transparente. Marshall McLuhan chamaria esse mundo pequeno de Aldeia Global, mas vilarejos são ambientes restritos e limitados, não há aldeia que comporte tantas tribos. Em comunidades fechadas todos queriam pertencer, hoje a regra é se diferenciar. Não há mais tempo para rituais e históricos, a identidade passou a ser externa e baseada em símbolos que mudam rápido. As credenciais são medidas pela informação consumida e exibida em atualizações em mídias sociais.

A mudança é grande e o trabalho para compreendê-la é exaustivo. Como nem todos estão dispostos a esse aprendizado, muitos criam rótulos. Chamam a nova conjuntura de pós-modernidade, de web 2.0, de sociedade do espetáculo, de realidade líquida. Nenhum desses rótulos consegue explicá-la a contento.

Vivemos hoje uma espécie de adolescência, fase turbulenta e necessária, característica de uma mudança de fase. Como a puberdade, não adianta criticá-la, ignorá-la ou classificá-la. É preciso assimilar suas mudanças para reconfigurar a forma de se comportar perante o mundo. Caso contrário a angústia, o estresse e o consumo só aumentarão. E as respostas não virão.

Feliz ano novo. Na beira do abismo que chamamos de Futuro, nada mais será como antes. O homem dos próximos séculos será, provavelmente, bem parecido conosco. Mas falará uma língua intraduzível. Para compreendê-lo é preciso entender a adolescência das interações. E aproveitar o máximo dessa fase para se preparar para o que virá pela frente.

Luli RadfahrerLuli Radfahrer é professor-doutor de Comunicação Digital da ECA (Escola de Comunicações e Artes) da USP há 19 anos. Trabalha com internet desde 1994 e já foi diretor de algumas das maiores agências de publicidade do país. Hoje é consultor em inovação digital, com clientes no Brasil, EUA, Europa e Oriente Médio. Mantém o blog www.luli.com.br, em que discute e analisa as principais tendências da tecnologia. Escreve a cada duas semanas no caderno “Tec” e na Folha.com.

Futura vovó Fátia já tá aquecendo o gogó para canções de ninar para a/o Julieuca !

Para tanto, ela se juntou com algumas amigas no Coral da Unimed para a gravação de “O cio da Terra” no programa Frutos da Terra.

Lindo, lindo, mamãe cantora ! (Dúvida: cadê papai ? O Atlético Goianiense não deixa que ele mostre seus dons artísticos ?).

Curtam o vídeo:

Bebidas, drogas e direção

Uma empresa de publicidade australiana produziu um vídeo emocionante, tendo como música de fundo “Everybody Hurts”, do REM.

Eles mostram cenas iniciais de jovens bebendo, em bares, com canecas de chopp e cerveja, e outros tomando comprimidos, antes de pegarem na direção.

Não precisa ser vidente ou entender inglês (Everybody hurts = Todos se machucam) para saber o resultado final do vídeo.

As campanhas publicitárias no Brasil deveriam passar a mostrar este tipo de cenas fortes, de atropelamentos, batidas e violência, para quem sabe assim sensibilizar motoristas e famílias. Além, é claro, de pegar MUITO pesado no uso de bafômetros de língua, como os dos EUA, em que simplesmente não há a possibilidade de “bêbados e/ou irresponsáveis alegarem o direito de produzir provas contra si mesmo”.

Assistam.

Hino multicultural

Hoje bateu uma nostalgia de saudade do Brasil após ver este vídeo do Sebrae.

Ele mostra o hino do Brasil pela ótica das diversos ritmos, sotaques e características cultuais de diferentes regiões do país.

Só quem fica tanto tempo fora para dar o verdadeiro valor para alguns aspectos da riqueza do nosso país.

O melhor amigo

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Só quem tem entende …

Só quem fica longe sente o tamanho da saudade dos bichinhos.

E só quem vai para outro continente – Afeganistão, Iraque –  para lutar uma guerra que não é sua, e retorna, para receber um carinho genuíno, absolutamente desprovido de interesse, falsidade, segundas intenções ou qq. sentimento que não seja a verdadeira expressão do amor. Canino, mas amor.

Amor em forma de uivos, lambidas, rabinhos balançando, arranhadas.

Talvez um dos poucos amores existentes na Terra, além daquele de uma mãe para com sua própria cria.

Assista a compilação dos vídeos de cachorros de estimação surpreendidos pela chegada em casa de militares americanos, após longo tempo servindo no Iraque e Afeganistão.

Emocione-se. Eu chorei de saudade da minha Lolly e minha Lilly.

The Buyer’s Lament

“Poema” interesante sobre o lamento dos compradores.

Confesso que morro de saudades de um bom lead, um apresentação de negócios, o envio de uma proposta comercial, follow-up, a adrenaline de fechar e celebrar uma boa venda.

Logo, logo tô fazendo isso de novo ! :-) . Saindo dos business cases acadêmicos para a vida real do dia a dia do mercado !

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

The Buyer’s Lament

by Jill Konrath

Don’t waste my time, please go away.
I will not talk with you today.
You call me up, you want to sell.
But all you do is tell, tell, tell.

I do not want to hear your spiel.
I will not play let’s make a deal.
So listen up, take my advice.
Discover how you can entice.

If you aspire to earn my trust,
Research is an absolute must.
Know my goals, the issues I face.
Use this to build your business case.

What have you done for firms like mine?
How have you helped their bottom line?
Can you cut my costs or help me grow?
Now that’s the info I want to know.

If you can help me solve my plight,
I’m wide open to fresh insight.
I need to find new perspectives
So I can reach my objectives.

Want me to remember your name?
Launch an account entry campaign.
Ten contacts is what it may take,
When there’s so much business at stake.

Just think of this next time you phone
And you’ll get past my no-entry zone,
Once you get your foot in the door,
I guarantee you’ll sell lots more!

Mari me mandou este vídeo da séries “Fofuras da Internet”.

Isadorinha faz a 2a voz com o seu pai cantando Roberto Carlos em “Como é Grande o meu Amor por Você”. Mais fofo impossível.

Só imagino o quanto os pais devem ter feito essa criatura ouvir esta música repetidas vezes para ela poder saber de cor a letra :-) !!

 

Paintball

Eu e a malocada dos gringos no MBA fomos para uma caçada hoje de manhã: paintball em Davis.

Nunca tinha ido num paintball, e me arrependo de não tê-lo feito antes. Há vários campos de batalha, com casas semi-destruídas ou blocos de plástico em vários formatos (cone, cobra, cilindro, quadrado).

Depois do salto de pára-quedas, essa foi uma das atividades com maior adrenalina! E com a vantagem de poder se divertir em grupo, literalmente caçando alguns dos colegas do MBA.

Em Janeiro tem mais, agora com o pessoal do 1o ano. Vai ser uma “matança” sem fim !

Hunt on,

Fábio

Cena de filme de terror

Um colega postou no Facebook este vídeo sensacional.

O fundo musical é de cena de filme de terror, um embate dramático e amedrontador entre … um gatinho e duas maçãs-verdes em cima da cama.

Sensacional a presença de cena do gato :-)

Matéria recente no Wall Street Journal falando sobre os altíssimos e interessantíssimos juros pagos por títulos do Governo Brasileiro, superiores a 6% anuais acima da inflação.

A bem da verdade, na data de hoje, os títulos estão com taxas máximas de 5,7% (NTNB 15 08 24), mas há opções em bancos menores, tais como o Banco Sofisa, que paga 6,16% + IPCA para título sem liquidez com vencimento em 15 Maio 2015, ou mesmo opção de CDBs de 3 anos com taxa de 110% do CDI.

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